Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol


 

Receber um evento da magnitude de uma Copa do Mundo é motivo de orgulho para todos os natalenses, mas também, de preocupação.Durante os próximos anos o Brasil, Natal e todas as outras cidades escolhidas para sediar os jogos da Copa de 2014, estarão sendo observadas por todo o planeta.A última vez que o continente sul-americano recebeu o maior evento futebolístico do mundo foi em 1978 e, a Argentina foi seu palco.Antes, o Uruguai em 1930, teve o privilégio de ser o primeiro país sede do torneio.

 

Porém, a escolha do pequeno país não se deu ao acaso, o Uruguai celebrava o centenário de sua independência e sua seleção vinha havia conquistados dois títulos olímpicos.Naquele ano, 13 seleções desembarcaram em Montevidéu, nove seleções das Américas e quatro da Europa, atenderam ao convite da FIFA.Em 1950 o Brasil recebeu a honra de sediar a IV edição da Copa do Mundo.

 

A tragédia da guerra que assolara o continente europeu ainda sangrava, as noções diretamente envolvidas no conflito choravam seus mortos, milhões de seres humanos vagavam pelo velho continente, sem pátria, sem lar, sem emprego e sem perspectiva.Diante desse quadro a realização de um evento esportivo não mobilizava ninguém.Os governos consideravam que o momento não era propício e alegavam que os recursos financeiros exigidos para a realização de um campeonato de futebol, seriam um desperdício.

 

A dúvida se haveria ou não uma copa perdurou por algum tempo, até que o Brasil que havia se candidatado para sediar o mundial de 1942, reafirmou sua intenção de sediar o evento, proposta que rapidamente foi aceita pela FIFA.O país então, tomado de entusiasmo foi à luta.Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Porto Alegre foram às cidades escolhidas para sediar os jogos.

 

O Rio de Janeiro construiu o Maracanã, a época o maior estádio de futebol do mundo, São Paulo apresentou o Pacaembu, Belo Horizonte o Independência, Recife a Ilha do Retiro, Coritiba a Vila Capanema e Porto Alegre o Eucaliptos.Mais uma vez, 13 seleções disseram presente e o Brasil, mesmo com todos os sacrifícios, realizou com pleno êxito o seu mundial.Doze anos depois, a Copa do Mundo voltaria a América do Sul, desta vez o Chile, que havia superado a também candidata Argentina, seria o anfitrião, mas o caminho foi duro e tortuoso.

 

Apoiados pelo brasileiro, naturalizado chileno, Carlos Dittborn, então presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, o Chile reformou o estádio Nacional, aumentando sua capacidade de 45 mil, para 70 mil espectadores e deu início as obras de infra-estrutura, necessárias para a realização da copa.Porém, em maio de 1960, o país sofreu um violento terremoto que registrou 8,3 na escala Richter, um dos maiores do século XX.O resultado foi catastrófico para o Chile, 5 mil mortos, 25% da população desabrigada e um prejuízo de milhões de dólares que deixaram o mundo repleto de dúvidas sobre a capacidade chilena de conseguir ir até o fim em seu intento de sediar o mundial.Diante da tragédia, Carlos Dittborn, pronunciou a frase que se tornaria célebre e que acabaria como o slogan da Copa do Mundo do Chile: “Porque nada tenemos, lo haremos todo” (porque nada temos, faremos tudo)...

 

Em 1962, o Chile recebeu 16 seleções, realizou seu mundial e não envergonhou o continente, mas Carlos Dittborn, não estava presente, em 28 de abril de 1962, um mês antes da abertura da copa, sofreu um ataque cardíaco fulminante.Novamente o a América do Sul, precisou esperar para ter de volta em suas terras uma Copa do Mundo de Futebol.

 

Foram 16 anos, até o mundial da Argentina em 1978.Foi à copa das polêmicas, a nação portenha submetida a um brutal regime militar, encontrou opositores de pesos: Johann Cruijff, estrela da seleção holandesa se recusou a jogar o mundial, em protesto contra o regime político do país.O fracasso da política econômica do país era visível, a insatisfação da população com a falta de liberdade era crescente e a opinião pública mundial já dava sinais de repudio ao que acontecia na Argentina. A organização deixou grandes lacunas, estádios tiveram suas obras encerradas na antevéspera do evento e a infra-estrutura deixou a desejar, mas o regime militar necessitava da copa.

 

A conquista do titulo pelos Argentinos, abafou os protestos e calou por um tempo os opositores da ditadura comandada então, pelo General Jorge Videla.Agora, 36 anos depois, a Copa do Mundo volta ao continente americano e volta trazida pelas mãos do Brasil, país pentacampeão mundial de futebol.Mesmo com todo o progresso tecnológico, econômico e social que o país conquistou nos últimos anos, será um imenso desafio.As desconfianças existem, as dúvidas persistem, mais também é verdade que a motivação e a vontade do povo brasileiro são latentes e, se o processo for conduzido com a transparência e lisura que todos desejamos, é certo que o Brasil sairá fortalecido diante da comunidade internacional.

 

Natal é parte desse esforço, e sua gente sente-se orgulhosa por ter superado fortes concorrentes, mas Natal e seu povo sabem que será preciso muito trabalho, muito zelo e muita dedicação de todos na longa caminhada até 2014.Para os natalenses, não importa quem virá jogar, importa que todos sejam bem recebidos, bem tratados e que voltem aos seus países, levando uma pontinha de saudade e um enorme desejo de voltar.

 

 

 

 

 Estádio Arena das Dunas  Perspectiva aeria do Estádio das Dunnas
 Centro empresarial  e uma área com mais de 400 leitos.
   
 
Perspectiva artística do novo Estádio das Dunas, em Natal-RN
Perspectiva Área a partir do Campos Universitário UFRN
 Complexo Administrativo
     

 

 Visão Lateral do Bairro de Lagoa Nova